terça-feira, 31 de agosto de 2010

061. Liturgia D/s, o que é?

Resposta de Sir Ganon:
Entende-se por liturgia toda a ritualística que envolve a tratativa entre Dono e peça. 
Sua aplicação vai desde o tratamento verbal a arrumação da cena, passando por itens como cuidados pessoal e postura.
A liturgia é algo de grande importância.
É através dela que um Dom começa a educar e adestrar seu sub (Frase do mendigo: Um Senhor não educa, um Mestre educa e adestra!).
Parece tolice, mas ao dizer coisas como: "Senhor, depilei-me, uso vestido folgado com a finalidade de possibilitar Vosso uso desta peça, preparei toda a cena conforme é de Vosso agrado, prostro-me de joelhos à Vossa presença e aguardo, disponível, Vossos comandos" o submisso está mostrando a si próprio a importância que aquele Senhor tem para ele. 
Não esqueçam: 
"O hábito faz o monge" e "Não há deméritos em ser um submisso. 
Há a honra e o orgulho de poder servir a quem se admira". 
Por outro lado, tal liturgia agrada ao Dominador, sem contar que, nela, tem-se uma porta mental para a dominação psicológica.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Como tão bem colocado pelo nosso amigo, a ritualística é de suma importância ao meu ver.
Ela nos faz vivenciar o BDSM em toda a sua plenitude, nos mais inusitados momentos do dia.
Ela nos faz experienciar o ato de servir/Dominar nos pequenos detalhes diurnos que passam a ser tarefas a serem cumpridas pela peça, e relatada ao Dono dela.
Assim, não somente abre-se a porta ao que chamamos a Dominação Psicológica, como também passamos a vivenciar o BDSM em sua forma 24x7, pois todas as ações do dia são experienciadas pela visão BDSM de quem nos comanda.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

060. Entrega da coleira


Resposta de Sir Ganon:
Geralmente o submisso, em seu primeiro jogo, recebe (através de uma ritualística ou não) uma coleira (de serviço) a qual portará durante todos os jogos e sessões enquanto durar a relação.
Ao final desta o submisso entrega a coleira em sinal de estar desistindo do jogo e com isso...
Findando a relação.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Estamos falando aqui de uma coleira de serviço ou coleira de sessão:
Então o submisso entrega ao Dono, demonstrando a Ele que está desistindo da relação.
Cabe ao Dono, aceitá-la de primeiro ponto, ou solicitar um tempo para pensar, mas já representa o fim da relação.
No caso da coleira virtual, findando a relação, utiliza-se até a traço, ou seja: {submisso(a)}_

059. Dispensa, o que é?


Resposta de Sir Ganon:
Este termo é usado quando um dos participantes deseja findar a relação.

O Dominador a dá e o submisso a pede.
Veja também: Fim de um Relacionamento.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Mais Claro, impossível.

058. Fim de um relacionamento BDSM.


Resposta de Sir Ganon:


Existem três maneiras que podem ser usadas com o intuito de findar um relacionamento BDSM, vejamos:

1. O Mestre dispensa seu submisso. (alguns nem dão satisfação. Avisam que acabou e pronto);

2. O submisso pede para ser dispensado. Normalmente os Senhores perguntam os motivos e... alguns aceitam e dispensam de pronto, outros, porém dizem não abrir mão do submisso. A estes dê um tempo e volte ao assunto. Muitas vezes estão apenas jogando.

3. Comunicado de auto-dispensa: após solicitar dispensa por algumas vezes e não obter sucesso, o submisso tem, como única opção, COMUNICAR sua AUTO-DISPENSA. Para tanto, deverá enviar um texto formal a seu Senhor, com cópia para pelo menos mais uma pessoa, no qual faz seu comunicado de auto-dispensa.

Enganam-se os que pensam que, ao assinar um contrato de submissão consentida, o submisso está eternamente preso ao seu Senhor.

BDSM é um relacionamento cheio de rituais e cerimônias onde você pode tudo, só precisa saber como.

Que esteja claro que a regra número um do BDSM é o SSC (São, Seguro e CONSENSUAL), logo se um deseja sair, por uma questão de consensualidade deve-se deixar que este parta.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Veja aqui a regra bela de também terminar um relacionamento BDSM.
Lembremos sempre das pequenas regras sociais que no BDSM ganham uma expressão maior, ou seja:
- Terminou o relacionamento, evite comentar dele com outros, pois a relação era íntima e deverá continuar sendo, por mais traumático que seja o fim da relação.
- Do outro lado, e vou tocar aqui em um ponto nevrálgico para alguns, dividindo-nos em duas categorias, os que servem, e os que são Servidos:
- Nós os que servem, mesmo não estando mais sob a coleira do outro que é Servido,  pois ali está alguém que em nossa escala BDSM nos é "superior" e a ele devemos no mínimo, o respeito
- Este respeito deve ser sacramental a toda a cadeia Top, se desejamos o mesmo respeito a toda a cadeia bottom.

057. Contrato de submissão consentida, o que é?


Resposta de Sir Ganon:
É um contrato feito entre Dominador e submisso, no qual cada um reconhece e assume seus direitos e deveres.
É nele, também, que fica registrada a palavra-segura ou senha de segurança.
Um local para saber como é e registrar um contrato é o site do CARCEREIRO

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Vale a pena a visita ao site do Carcereiro.
Lá encontrarão diversos modelos de contratos.
Copiem aqueles que melhor lhe demonstrem os desejos/vontades e obrigações...
Depois conjuntamente com sua peça/Dono, reescreva este contrato com as suas regras, seus parâmetros.
Uma boa dica será uma sessão especial, só para a assinatura deste documento. 

056. Juramento, o que é?


Resposta de Sir Ganon:
Um ritual ou não no qual o submisso jura sua fidelidade, servidão e disponibilidade àquele que proclama escolher para seu Dono e Senhor.

O BDSM é composto de rituais fantásticos que servem de base para o jogo, estes criam um "clima" todo próprio e envolvente, dando a possibilidade de seus participantes entrarem em uma atmosfera toda especial e mais propícia a este tipo de prazer.
Um local para saber como é o juramento de um sub, e registrá-lo, é o site do CARCEREIRO.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Há diversos tipos de juramentos, que é a reconfirmação de sua devoção e submissão à seu Dono(a).
Alguns são ritualísticos, outros menos, outros ainda mesclam os dois.
O mais comum é um ritualístico para a cena/sessão, um comum, para o social que pode e deve ser usado em qualquer lugar.

055. Início de um relacionamento BDSM.


Resposta de Sir Ganon:
São vários os caminhos que você pode seguir, indico um em alguns passos:

1. Deixe claro seu interesse. (De forma educada e sem se expor em demasia).
2. Converse. (Revele seus desejos, medos e fascínios)
3. Pergunte tudo que queira saber. (Tanto sobre a vida comum, quanto sobre a vida BDSM).
4. Não seja precipitado. (Há tempo para tudo, esperou por toda uma vida. O que será esperar mais alguns dias?)
5. Se achar conveniente converse com alguém de mais experiência que você. (Uma outra opinião ajuda )
6. Depois de estar seguro de que deseja tentar, revele isso ao seu parceiro.

Se pensa que isto basta (sorriso) engana-se.
Agora é a hora da conversa específica sobre BDSM, onde vocês acertarão a forma de caminhar com este relacionamento que desponta.

Comentários (schiava)_RainhaJenn:
Conhecer-te, Conhecer ao outro, e Conhecer os desejos e vontades de ambos.... eis o único caminho.

054. O que é uma negociação?


Resposta de Sir Ganon:
A negociação acontece quando ambos sentam e "conversam" sobre as bases da relação.

É nesta conversa que alguns tópicos importantes são dicutidos, cito alguns:
Como o relacionamento seguirá, onde se dará e em quais bases ambos irão pensar quando desejarem discutir as ações do outro, os primeiros limites e sobre se haverá ou não a intenção de seguir além deles, senha de segurança e o estilo -de Dominação e submissão- a ser seguido.

Nesta hora, falam os dois e ambos tem poder de voto!
O Dominador expõe até onde pretende ir, diz quais jogos tem o hábito de praticar e como os pratica.
Se haverá uma explicação dos jogos antes de acontecerem ou não.
Um Submisso, por sua vez, aceita ou não as exigências do Dominador e expõe seus desejos.
Alguns Dominadores não permitem tal exposição.
O submisso negocia se quer ser exclusivo ou não, se aceita que o Dominador terá outros submissos ou não e quais os seus limites em relaçao a dor e aos jogos.
Não havendo experiência anterior nada impedirá que usem de lisura e estabeleçam suas regras em cima de seus desejos e bom senso comum.
Havendo um consenso, há o fechamento e então pode-se partir para o primeiro jogo.

Por favor!!!
Não há "receita de bolo" nesses casos e, creia que não venho aqui externar verdades-absolutas e muito menos MINHAS verdades.
O que faço é expor o uso comum e o que geralmente vejo ocorrer na relação da grande maioria que segue essa filosofia, cultura e arte.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Acredito que alguns sites tenham um caminho trilhado, mas não é receita de bolo.
Tentei achar aqui, mas fui incompetente em encontrar modelos de questionários de submissão, caso alguem encontre e queira acrescentar, favor só me comunicar.

053. Coleiras: Virtual, social e de cena.


Resposta de Sir Ganon:
Algo fascinante na cultura BDSM são os seus muitos acessórios e, um deles, é a coleira.
Sua popularidade aumentou tanto que surgiram novos usos para este belíssimo adorno, vejamos pois:

Coleira Virtual:
Usada na Web com o fim de identificar uma peça com Dono.
Ex. EscravaX{LF}, seria a escrava X que pertence ao Lord Fulano.
Interessante dizer que algo me chama a atenção e embarca minha mente em um navio de pensares.
Como resultado desembarco com os seguintes questionamentos:
Quem é Dono de quem?
Quem usa coleira?
Esta coleira é de quem?
Se é coleira, e seu intuito é "marcar uma peça" exibindo propriedade, quem deveria estar nela, a peça marcada ou o Dono que a marcou?
Como vês, este mendigo do saber tem muito mais perguntas que respostas.
Talvez sejam só divagações, mas, como me parece que não sou o único a pensar desta forma, exibo abaixo uma das maneiras alternativas de se usar esta (tal) coleira virtual, onde o Dono não vem encoleirado (sorriso).
Existe um Dominador (meu amigo, pois não?), de alcunha Jot@SM que adestrou sua submissa a usar a coleira virtual como explicitado: J_(submissa), ou seja, quem está ''encoleirada'' é sua submissa e não ele. Bravos!

Coleira Social:
Esta não tem mistério, e é a mais antiga que temos relatos.
Um BDSM a vê como coleira, mas, uma pessoa comum a chamaria de gargantilha.
Algo que pode - e deve - ser usado em qualquer ocasião.

Coleira de Cena:
Outra que dispensa comentários.
Existente em formas, tamanhos, texturas, larguras e cores variadas, esta coleira é usada em jogos, cenas e sessões.
Algumas submissas as usam em encontros BDSM.

Uma curiosidade:
É padrão para Dominadores londrinos permitirem o uso da coleira segundo o tempo e a evolução que a submissa tem com ele, ou seja, inicialmente ela não tem direito ao uso da coleira social e, posteriormente, TODAS as coleiras que ela usar serão presenteadas por ele, em ritualística.
A cada evolução ou aniversário da relação ela recebe uma coleira menos rústica e de valor maior, simbolizando a melhoria no nível ou no relacionamento.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:

Sempre que possivel, adoto a nomenclatura do {submisso(a)}_NomeDoDono(a), pois ao meu entender esta é a forma mais correta e não deixa margens a entender quem é a peça, quem é o Dono dela.
Alguns outros detalhes, a peça é grafada sempre em minúsculas, e a do Dono, sempre com as Iniciais ou Toda Ela em Maiúsculas.
A corrente que une a peça ao Dono pode ser o traço baixo ou "underline" ou o traço mesmo "-"
Quando uma peça está sem Dono, também facilita a identificação disto, pois a mesma se apresentaria assim: {submisso(a)}_
A questão da coleira de cena é algo ainda pouco difundido no País, mas que vem tomando um crescimento expressivo com o advento da internet.
Como sempre digo, não devemos ser subs apenas na cena ou sessão, mas trazermos a submissão para o nosso dia-a-dia.
Assim, a coleira social passa a ser mais um reforço a este conjunto de medidas.

052. Dominador, onde está seu poder?


Resposta de Sir Ganon:
O poder de um dominador está diretamente relacionado ao que o submisso lhe possibilita/oferta.
É claro que um Dominador experiente sabe como gerar/aumentar este poder, mas, mesmo assim, vejo que conscientemente ou não, ainda é o submisso quem outorga este poder e permite, ao Dominador, administrá-lo.

Muitos podem pensar que este Senhor-mendigo está divagando e, (sorriso) por ter bebido muita água, está completamente bêbado mas tomo a lucidez de um Mestre para dizer que o nome do jogo é ADESTRAMENTO/CONDICIONAMENTO! para que um submisso atenda e obedeça sua ordem em comando.
Minha clareza permite-me, ainda, entender o paradoxo que existe ao sabermos que não há Dominador se não houver o submisso e, noto que a necessidade de um pelo outro é, foi e sempre será... Total.

Comentários de (schiava)_RainhaJenn:
Aqui temos claramente que o submisso(a) outorga, entrega, abre mão, oferta sua liberdade, para tê-la cativa à vontade de um Dominador(a).
Grande responsabilidade de um, Grande coragem de outro.
A responsabilidade por ter em suas mãos o direito de moldar aquela figura, aquela posse à sua vontade, desejo, aliados aos desejos e vontades dele(a).
Lembremos sempre que ao jogar BDSM, estamos expondo psicológicamente medos, desejos, vontades profundas, e isto pode alterar de forma definitiva a forma como a peça verificará e se relacionará com o mundo após isto.
A coragem do outro, de deixar de viver seus desejos, acreditando que seu Dono(a) saberá lhe conduzir ao que será melhor a ele(a).